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terça-feira, 20 de maio de 2008

Geração Scuppie


Faz pouco tempo que escrevi aqui sobre o ecológicamente correto estar se tornando elitizado, todo uma análise sobre isso. Mas hoje descobri que existe um termo para os "chics" e eco-friendlys: SCUPPIE = Standing for Socially Conscious Upwardly Mobile Persons.

São pessoas que “querem salvar o mundo, sim. Mas enquanto isso querem aproveitar suas vidas. Não acreditam em compromisso. Ser eco-friendly não implica em abrir mão do prazer”, disse Chuck Faila o criador da expressão. Acho interessante essas pessoas que optam por ser assim, pois elas têm um poder de transformar as empresas. Agora para atingir este público qualificado e que quer gastar, mas gastar consciente, as empresas deverão prestar mais atenção ao que fazem e criar tecnologias inteligente e usar energia limpa.

Ótima forma de transformar o mundo sem perder as comodidades que a tecnologia trouxe. Ta, é elitista, mas ainda assim é válida.

Links: Reportagem Times sobre os Scuppie | The Scuppie Handbook
Via: Erika Palomino
imagem: The Scuppie Handbook

terça-feira, 6 de maio de 2008

A ecologia e a economia e evolução


Gostaria de avisar, antes que comecem a ler, que sou a favor da preservação do planeta. O que eu quero que prestem atenção é que, em vários momentos, esta motivação pode esconder uma tentativa de sabotagem aos concorrentes.

Tudo começou quando estava em Londres, onde há uma tendência de ser ecologicamente correto em todos os sentidos da vida, ou seja: utilizar produtos feitos/plantados no próprio país para evitar gasto de combustíveis e consequentemente poluição; evitar de viajar de avião (motivo anterior); usar produtos recicláveis; reciclar; evitar fast fashion (hum?!); consumir menos; usar bicicleta ou andar em vez de usar carro; entre vários outros. Claro que ser ambientalmente e socialmente responsável é o ideal, mas exagero faz mal. Como mamãe dizia, tudo em exagero faz mal para a saúde. Nesse caso, faz mal para as economias de países menos desenvolvidos.

Bom, eu tenho uma teoria meio doida sobre isso. Sim, está havendo um aquecimento Global e eu não o estou contrariando, mas países estão utilizando este problema para poder sabotar, de certa forma, os países que estão se desenvolvendo recentemente, como China, Ìndia e Brasil. Se você pára de comprar coisas de outros países, eles tendem a não se desenvolver tão bem como poderiam, podendo até quebrar países (olhe o histórico da Argentina, por exemplo, cujo maior importador era o Brasil e quando este teve de diminuir a importação o país caiu em recessão, isso é história recente). Se você não viaja para outros países (viagens de avião) o turismo diminui. Novamente lembro a vocês que há locais que vivem só disso. Bem como esta atitude, de não viajar, diminui o intercâmbio entre culturas, evitando que as pessoas evoluam e adquiram mais informação e sabedoria.

Estava lendo a Marie Claire inglesa, edição especial eco chic ou algo do tipo. Nela havia uma matéria onde uma senhora falava como você deveria ser ecologicamente e socialmente correto nas roupas que veste. Primeiro, ela fala que pensou nisso quando seu cartão de crédito fez uma promoção de troca de roupas do tipo "você leva sua roupa usada e ganha crédito para roupas novas e ecologicamente corretas". Claro que ela se desapontou ao ver que tinha doado Pradas e Guccis, recebendo em troca novas roupas "feias", segundo ela. Emenda depois que as roupas ecologicamente corretas devem ter designs mais bonitos e serem mais interessantes, ficando até mais caras para poder utilizar produtos de alta-qualidade. A matéria ainda diz que usar roupas fast-fashion seria ecologicamente errado: pronto. Chegou a um ponto em que preciso argumentar: Os fast fashions são opções baratas para roupas bonitas e interessantes, mesmo que sejam cópias das marcas famosas seguem a tendência da moda, chegam nas lojas antes mesmo das roupas originais. Isto está causando uma mudança de paradigmas no mercado da moda.

Essa mudança é muito necessária e bem vinda, tira da "elite" o poder de se vestir bem, dando a todos a possibilidade de comprar coisas interessantes e poderem se ligar na moda. Isso faz bem para o mercado, que cresce e cria clientes de qualidade, que conhecem a moda. Infelizmente, para grandes conglomerados isso tira o ponto inovador e único de suas criações. Talvez para um país desenvolvido o fast fashion sirva como roupa de uso rápido e descartável, mas para países como o Brasil é principalmente uma opção barata de se vestir bem. Toda essa reviravolta está acelerando e aumentando a quantidade de coleções. Agora as coleções mudam de 3 em 3 meses, mas vamos combinar que isso também é uma evolução que a era da internet está trazendo.

Além deste aspecto, um dos pontos muito "estranhos" das afirmações da jornalista que fez a matéria é dizer que as pessoas devem comprar produtos mais caros e com qualidade. Bem, quem pode comprar roupas caras e de "qualidade" são as pessoas mais capitalizadas. Uma conclusão a que meu namorado, André, chegou é que esta é uma forma de se livrar da culpa do aquecimento global e continuar colocando nas pessoas impossibilitadas de comprar produtos de luxo a culpa da destruição do planeta. Tal como se pode comprar balinhas sugar-free, se pode comprar roupas guilty-free. Hummm, interessante.

Acredito que ao invés de regredir dessa forma, falando para pessoas deixarem de consumir, deixarem de viajar ou deixarem de fazer algo que as tecnologias de hoje em dia permitem, o melhor é evoluir tecnologicamente. Substituir combustíveis poluentes, ou mesmo usar formas de energia alternativas e não poluentes. Inclusive podemos utilizar tecnologias novas que tem pouco investimento como o plástico feito de cana-de-açúcar ou de milho que são biodegradáveis. Enfim, evoluir tecnologicamente para termos uma vida ecologicamente e socialmente correta sem perder as comodidades modernas.

imagem: Ana Lopes(eu) Londres 2008

segunda-feira, 31 de março de 2008

Carona


Existe uma série nova na Sony que me chamou a atenção, não pela qualidade ou por ser interessante, mas pelo tema dela. A tal série é Car Poolers, ou caroneiros, e o que me chamou a atenção é esse incentivo de se dar carona.

Vendo a série e vivendo em uma cidade que carro é uma necessidade e não um luxo, pensei que talvez seria interessante que o governo incentivasse a carona. Sério mesmo. Primeiro lugar, se você da carona para 4 pessoas irem ao trabalho são - 3 carros, + 3 vagas, - poluição e - trânsito congestionado.

Mas para que isso aconteça deve ter um incentivo para as pessoas darem carona, por exemplo, uma pista dupla só para quem da carona (inspirado na série), vagas especiais e perto dos prédios para quem da carona (sabe a vaga preferência de idoso e deficiente, que tal ter para caronas). Tem um incentivo muito interessante uma cidade americana, Contra Costa County, está oferecendo as pessoas que dão carona gasolina de graça, faz parte de um concurso, mas é muito interessante, veja reportagem aqui.

As vantagens de se dar carona são muitas, economia de gasolina, economia de poluentes, se tem menos carro na rua isso significa mais vagas, se tem menos carro tem menos congestionamento. Mas é claro que tem a opção de ir de bicicleta, que é bem interessante também, mas chegar no trabalho suado é meio complicado.



Esse tipo de ação também é ecologicamente correto, o que no Brasil temos muita falta. Ano passado muita gente falou de alternativas para o aquecimento global, plantaram não sei quantas árvores em São Paulo para neutralizar o carbono, mas nada realmente efetivo, e nenhuma política pública de reciclagem, de caronas, de incentivar o uso de bicicleta como alternativa de transporte, enfim, muito se falou, pouco se fez. Mas acho que começando dentro de casa, reciclando o lixo, transformando em compostagem lixo orgânico, usar ecobags quando for as compras, levar baterias velhas para o supermercado que recicla e usar carro flex, já é um bom começo.

quinta-feira, 6 de março de 2008

Plantas para que te quero verdes.

Achei no blog The Cool Hunter uma matéria sobre construções que tem um verde a mais, na verdade como uma imagem fala mais do que mil palavras resolvi que só iria colocar as imagens insteressantes e o link para a matéria, clique aqui. Ah e ligando o assunto coloquei abaixo um vídeo sobre a coleção de Stella McCartney primavera verão 2008, onde na passarela havia uma instalação, ou melhor, uma parede coberta de plantas que mais tarde foi doado para uma comunidade. O vídeo é da Style.com.




terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Ola 2008

No primeiro dia do ano, após almoçar umas 3 da tarde e depois de ver o final do filme que comecei a ver ontem do Fellini, e ver um documentário do Julio Bressani sobre a Maria Bethânia novinha novinha, fui ver CNN. Sabe, uma coisa muito estranha acontece, quando temos uma festa no dia anterior parece que o dia seguinte vira um momento morgação na frente da TV, não sei se isso acontece com todos.

Pois bem, estava eu vendo CNN quando vejo a sério Just Imagine que falava sobre um mundo melhor feito pela junção do design, arquitetura, tecnologia e ecologia. Achei perfeito como mensagem de início de ano. Só umas sugestões para este ano, agora, presente.
(hora do clichê)Se cada um fizer sua parte podemos sonhar com um mundo, um país e um ano melhor.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Como fazer Compostagem

Falei ontem sobre o site Mude o Mundo, e sobre um de seus destaques “50 ações contra o Aquecimento Global”. Queria destacar um item destas 50 ações, a 13ª, faça compostagem.

Para quem não sabe Compostagem é “Conjunto de técnicas aplicado para controlar a decomposição de materiais orgânicos, com a finalidade de obter, no menor tempo possível, um material estável, rico em húmus e nutrientes minerais; com atributos físicos, químicos e biológicos superiores (sob o aspecto agronômico) àqueles encontrados na(s) matéria(s) prima(s).” Wikipedia.

Então para quem realmente quer começar em casa ações para poder parar o aquecimento global e ajudar o planeta está é uma boa opção, e aqui vou listar como se faz uma compostagem com a ajuda do site Planeta Orgânico.

Quem mora em casa e não apartamento tem o melhor local para fazer compostagem, quem mora em apartamento e quer tirar um trocado pode juntar os amigos e vender a compostagem para agricultores, jardineiros ou pessoas que tenham um jardim bem tratado. O ideal é que todos tenham consciência e tentem ao máximo reciclar.

O que pode ser usado na feitura da compostagem: Todos os restos de alimentos, estercos animais, aparas de grama, folhas, galhos, restos de culturas agrícolas, enfim, todo o material de origem animal ou vegetal pode entrar na produção do composto.

O que NÃO pode ser utilizado para fazer compostagem: madeira tratada com pesticidas contra cupins ou envernizadas. vidro, metal, óleo, tinta, couro, plástico e papel, que além de não serem facilmente degradados pelos microorganismos, podem ser transformados através da reciclagem industrial ou serem reaproveitados em peças de artesanato.

Como a maioria não vai querer fazer uma grande quantidade como será exemplificado abaixo, é só refazer as medidas, guardando as devidas proporções, de acordo com seu espaço e necessidade.

Material:
• Esterco de animais.
• Qualquer tipo de plantas, pastos, ervas, cascas, folhas verdes e secas
• Palhas
• Todas as sobras de cozinha que sejam de origem animal ou vegetal: sobras de comida, cascas de ovo, entre outros.
• Qualquer substância que seja parte de animais ou plantas: pêlos, lãs, couros, algas.

Observação: Quanto mais variados e mais picados (fragmentados) os componentes usados, melhor será a qualidade do composto e mais rápido o término do processo de compostagem.

Modo de Preparo:
Escolha o local: deve-se considerar a facilidade de acesso, a disponibilidade de água para molhar as pilhas, o solo deve possuir boa drenagem. Também é desejável montar as pilhas em locais sombreados e protegidos de ventos intensos, para evitar ressecamento.

Iniciar a construção da pilha colocando uma camada de material vegetal seco de aproximadamente 15 a 20 centímetros, com folhas, palhadas, troncos ou galhos picados, para que absorva o excesso de água e permita a circulação de ar.

Terminada a primeira camada, deve-se regá-la com água, evitando encharcamento e, a cada camada montada, deve-se umedecê-la para uma distribuição mais uniforme da água por toda a pilha. Na segunda camada, deve-se colocar restos de verduras, grama e esterco. Se o esterco for de boi, pode-se colocar 5 centímetros e, se for de galinha, mais concentrado em nitrogênio, um pouco menos. Como a maioria tem é cachorro, fica entre os dois, ou seja 2 a 3 cm.

Novamente, deposita-se uma camada de 15 a 20 cm com material vegetal seco, seguida por outra camada de esterco e assim sucessivamente até que a pilha atinja a altura aproximada de 1,5 metros. A pilha deve Ter a parte superior quase plana para evitar a perda de calor e umidade, tomando-se o cuidado para evitar a formação de "poços de acumulação" das águas das chuvas.

Vale lembrar que durante a compostagem existe toda uma seqüência de microorganismos que decompõem a matéria orgânica, até surgir o produto final, o húmus maduro. Todo este processo acontece em etapas, nas quais fungos, bactérias, protozoários, minhocas, besouros, lacraias, formigas e aranhas decompõem as fibras vegetais e tornam os nutrientes presentes na matéria orgânica disponíveis para as plantas.

Para finalizar que tal este vídeo do NYTimes sobre energia alternativa, veja aqui.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Cartões de Natal

Para quem gosta de enviar cartões de natal, uma ótima opção é os cartões do Mude o Mundo. Os cartões vêm com mensagens para concientizar as pessoas sobre a necessidade da sustentabilidade.



O Mude o Mundo é um blog onde é discutido o pensamento sustentável e meio ambiente. Quem quiser dar uma passeada nele vale a pena. Eles tem um link sobre 50 ações contra o aquecimento global, enfim é um meio muito interessante.

Só para você ter uma idéia abaixo o vídeo de um dos posts do Mude o Mundo.

Asus Ecobook

Talvez seja uma notícia um pouco antiga, mas eu fiquei sabendo a pouco tempo. A Asus está com um notebook ecológico. O seu case é feito de bamboo, ou coberto de bamboo, mas como foi dito no treehugger o verdadeiro show é dentro. Todo o plástico deste note é reciclado, não há nenhuma pintura, spray ou electroplating em sua composição. Aparentemente ele também é desenhado para poder ser aberto e desconstruído facilmente para você poder colocar seu CPU nele. Parece bem interessante pelo que entendi.

A empresa que faz este computador merece destaque como empresa verde, eles tem uma parte do site bem grande dedicada à Green Asus, ou Asus Verde.

sexta-feira, 8 de junho de 2007

O Marketing e o Meio Ambiente

A partir do início deste ano ocorrem e aparecem muitas estratégias e formas de se preservar a natureza e evitar o aquecimento global.

Primeiro eu vi no SPFW as referencias sobre neutralização ambiental das empresas e depois vieram os relatórios da ONU sobre o aquecimento global. Causou uma comoção e todos ficaram com peso na consciência.

Mas o que isso muda nas empresas e no marketing? Muita coisa, as empresas agora tem de ser limpas, a sociedade via exigir isso. E agora muitas empresas podem se divulgar como empresa que é neutra e limpa, a revista do SPFW tem selo de neutralizada. Que quer dizer que a revista plantou as árvores para neutralizar o carbono que ela soltou enquanto era feita. Você pode fazer os cálculos de quantas árvores você precisa plantar neste site:



A primeira “arte” da administração que criou teorias ambientais foi a economia: “A economia ambiental é um sub-ramo da economia que se debruça sobretudo no estudo do uso de propriedade comum. Actualmente temas relacionados com a economia ambiental têm sido bastante popularizados. A economia ambiental procura arranjar maneiras de mitigar os problemas de modo a maximizar o valor dos recursos. Entre esses temas incluem-se: a desflorestação, a sobre-exploração dos recursos marinhos (essencialmente a sobrepesca), o aquecimento global derivado do efeito de estufa resultante das emissões de gases para a atmosfera, etc. Um grande impulso na área foi dado pelo protocolo de Quioto (procura de meios para reduzir o efeito do aquecimento global).” (Wikipedia)

Eu creio que o marketing está durmindo ainda para este bum do ambientalismo, e já devia ter acordado a algum tempo, principalmente num país como o Brasil que tem como um dos principais cartões postais a Floresta Amazônica, e devia ser o primeiro país a fazer marketing ambiental e mostrar que aqui temos desenvolvimento e preservação ao mesmo tempo.

Soluções que as empresas podem desenvolver quanto ao marketing ambiental: neutralização, usar o selo de empresa neutra. Empresa limpa que usa combustíveis alternativos e não sujam o meio ambiente. Mostrar que os funcionários também entraram na onda de plantar uma árvore. Desenvolver divulgações que mostrem a empresa preocupada com o aquecimento global. Para um cliente que eu dava consultoria sugeri que ele plantasse árvores em pontos estratégicos da cidade e ao lado delas uma placa com a logo da empresa, o nome da árvore, e um slogan para a campanha de neutralização.

É necessário que os empresários se conscientizem para este grande problema e para suas soluções. A era do capitalismo maquiavélico está no fim é necessário pensar não só no ambiental mas no social também, mostrar para seu consumidor que a empresa se importa é uma mensagem muito valiosa e que ficará na cabeça deste consumidor, que vai preferir comprar na empresa limpa do que em uma empresa que não se importa.

Outros sites: Mend of the wolrd

por Rutu Modan